top of page
Search

VIDEO -CAP. VII -ARTIGO -11 Garantia do Governo em Aplicações Financeiras

  • rffundamento
  • 4 days ago
  • 4 min read


Entenda quanto do seu investimento está protegido no Brasil e exemplos de garantias globais

Garantia do Governo em Aplicações Financeiras no Brasil

 

No Brasil, o governo não garante diretamente todas as aplicações financeiras. A principal proteção disponível aos investidores brasileiros é oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC protege depósitos e investimentos de pessoas físicas e jurídicas em algumas instituições financeiras, em caso de intervenção, liquidação ou falência dessas instituições.

 

Limite de Garantia do FGC

 

O limite de garantia do FGC é de R$ 250.000,00 por CPF (ou CNPJ) e por instituição financeira, considerando o total de créditos que a pessoa possui em cada banco. Porém, há um limite global de R$ 1.000.000,00 por CPF (ou CNPJ), a cada período de quatro anos.

 

·        Exemplo: Se você possui R$ 300.000,00 investidos em CDBs no Banco X e o banco quebra, o FGC vai garantir até R$ 250.000,00. O valor acima disso (R$ 50.000,00) pode ser perdido.

 

Quais Aplicações São Garantidas?

 

·        CDB, RDB, LCI, LCA

 

·        Poupança

 

·        Conta corrente

 

·        Entre outros produtos de renda fixa emitidos por bancos

 

Importante: Fundos de investimento, ações, títulos públicos (Tesouro Direto) e previdência privada não são garantidos pelo FGC.

 

O que significa o limite global de R$ 1 milhão por CPF a cada 4 anos?

 

Esse limite indica que, mesmo que você tenha aplicações garantidas pelo FGC em vários bancos diferentes, o valor máximo que poderá receber de garantia do FGC, somando todas as instituições financeiras, é de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) em um período de quatro anos por CPF.

 

Exemplo prático 1:

 

·        Você tem R$ 250 mil em um CDB do Banco A.

 

·        Também aplica R$ 250 mil em uma LCI no Banco B.

 

·        Possui mais R$ 250 mil em uma poupança no Banco C.

 

·        E ainda R$ 250 mil em um RDB no Banco D.

 

Se todos esses bancos quebrarem durante o mesmo período de quatro anos, o FGC irá te ressarcir o total das aplicações: R$ 250 mil de cada banco, somando R$ 1 milhão no total — que é exatamente o limite global.

 

Exemplo prático 2:

 

·        Você tinha R$ 600 mil em um CDB no Banco E, que quebrou em 2025. O FGC te ressarciu R$ 250 mil (limite por instituição financeira).

 

·        No mesmo período de quatro anos, o Banco F também quebrou e você tinha R$ 800 mil em uma LCA.

 

·        O FGC poderia ressarcir mais R$ 250 mil do Banco F, totalizando R$ 500 mil do seu limite global.

 

·        Se, nesse período, outros bancos quebrarem e a soma dos valores garantidos atingir R$ 1 milhão, você não receberá mais nada do FGC até que passe o prazo de 4 anos.

 

Resumo:

 

O limite de R$ 1 milhão por CPF a cada 4 anos vale para todas as garantias somadas nesse período. Após esse intervalo, o limite é renovado e você volta a ter direito ao valor máximo do FGC para novas situações de intervenção em bancos.

 

O Tesouro Direto tem garantia do governo?

 

Sim, ao investir no Tesouro Direto, a garantia é do próprio governo federal brasileiro. Isso significa que, ao contrário de outros produtos financeiros, em que a proteção é feita pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no caso do Tesouro Direto a responsabilidade pelo pagamento é do Tesouro Nacional.

 

Como funciona essa garantia?

 

Ao comprar títulos do Tesouro Direto, a pessoa está emprestando dinheiro para o governo federal, que se compromete a pagar o valor investido acrescido dos juros acordados na data de vencimento. Essa promessa de pagamento é considerada uma das garantias mais seguras do mercado, pois só deixaria de ser cumprida em caso de um calote do próprio governo brasileiro.

Portanto, ao investir no Tesouro Direto, o investidor conta com a solidez do próprio governo federal, sendo considerado um dos investimentos de menor risco de crédito no Brasil.

 

O Que Acontece Se o Banco ou Corretora  Falir?

 

Se o banco ou corretora intermediária vier a falir, os investimentos feitos no Tesouro Direto não ficam perdidos. Isso ocorre porque os títulos públicos adquiridos ficam registrados diretamente no nome do investidor na B3 (antiga BM&FBovespa), que é a bolsa de valores responsável pela custódia desses ativos.

 

Portanto, mesmo que o banco intermediário declare falência, os títulos continuam pertencendo ao investidor. O investidor poderá transferir a custódia dos títulos para outra instituição financeira habilitada, sem prejuízo do valor investido.

 

Exemplo de Garantia Globalmente

 

Em outros países, existem mecanismos semelhantes ao FGC, mas os valores e condições variam:

 

·        Estados Unidos: O FDIC garante até US$ 250.000 por depositante, por banco, para contas correntes e de poupança.

 

·        Reino Unido: O FSCS garante até £85.000 por pessoa, por instituição financeira.

 

·        União Europeia: A maioria dos países da zona do euro oferece garantia de até €100.000 por pessoa, por banco.

 

Assim como no Brasil, essas garantias normalmente se aplicam apenas a depósitos bancários tradicionais e não cobrem investimentos em ações, fundos ou títulos públicos.

 


SUGESTÕES: Clique no Link abaixo –

 

1- Acesse Nosso Canal no YOUTOBE

 

2- Acesse a Fan Page no FACEBOOKE

 

3- Aproveite um livro para compreender o mercado com explicações claras e aces



 
 
 

Comments


©2025 por Rota Finanças Funfamento. Desenvolvido e protegido por Wix

bottom of page